Design Thinking: o que é e quais são as etapas deste processo
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Design Thinking

Para que uma empresa trace uma caminhada favorável, soluções criativas e inovadoras continuam sendo fatores determinantes. O design thinking é um dos processos que auxiliam a empresa, ao desenvolver condições fundamentais para que os colaboradores consigam colocar em prática tais características. Para saber mais, acompanhe nosso artigo!

O que é Design Thinking?

O que é Design Thinking?

Design Thinking é um termo em inglês que pode ser livremente traduzido como “pensar como designer” ou ainda “pensamento do design”. Sobre a definição do design thinking pode-se dizer que foi desenvolvido inicialmente na área do design, trata-se de um processo que aborda uma série de etapas onde desenvolve-se um ambiente que intenciona condicionar e coordenar os procedimentos de criação, para muito além da estética de produtos e serviços. O foco aqui é a inovação.

Design Thinking

Mas para que serve o Design Thinking?

Onde o design thinking é aplicado? Através do design thinking a equipe consegue se adaptar para produzir insights e colocá-los em prática, sempre de modo coletivo e colaborativo, organizando ideias e mesclando o maior número possível de visões acerca da mesma estratégia. Com esse processo, o colaborador atua entendendo as necessidades da empresa e encontrando soluções para os possíveis problemas enfrentados. Realizadas as análises é desenvolvido um mapa que proporcionará um ambiente favorável às criações.

Quem criou o Design Thinking?

Quando surgiu o design thinking? O uso da expressão design thinking foi democratizado por David Kelley e Tim Brown, da empresa de consultoria e inovação IDEO. A ideia era a de que todos os profissionais, ainda que não fossem designers, utilizassem o método de criação como se o fossem, aumentando as possibilidades de inovação da corporação.

Por que usar o Design Thinking?

Uma empresa atuante no mercado sempre objetiva um retorno em relação aos investimentos que realiza. Aí entra o design thinking, como o destaque necessário para inserir benefícios de realce entre a concorrência, gerando pouco ou nenhum custo enquanto é implementado.

Por que o design thinking é considerado importante? Um dos principais motivos é o fato de que, se uma empresa assume esse tipo de procedimento, está assinando também um grande potencial para permanecer à frente da concorrência. A partir de então, alcança maior espaço no ramo em que atual e, portanto, estimular o rendimento.

Outro benefício do design thinking é que, por conta da diversidade inerente à sua proposta, contempla os colaborares de áreas variadas. Com os profissionais sendo valorizados e reconhecidos, a produção ocorre cada vez mais adequada às ambições da empresa.

Por conta do tipo de atitude supramencionado, os colaboradores sentem-se cada vez mais próximos. Em decorrência disso, a sintonia e o engajamento geram repercussões essenciais para a organização.

Um último, mas não menos importante aspecto, é o de que, por tratar-se de um processo bastante eficaz, o design thinking soluciona problemas relevantes existentes na empresa, fazendo com que não perca o lugar de primazia que ocupa.

Estudo de caso

Quais são os três pilares do Design Thinking?

Reunir pessoas nem sempre é fácil, ainda mais tratando-se de colaboradores que atuam em setores diversos e que tenham em comum o objetivo de entregar respostas modernas e transformadoras.

Visando afastar esse estigma, o design thinking é alicerçado em três pilares que, uma vez praticados, auxiliam automaticamente na melhoria de resultados. Então quais são os 3 pontos fundamentais do design thinking? São eles:

Quais são os três pilares do Design Thinking?

Empatia

A empatia nada mais é do que livrar-se de pré-conceitos e colocar-se no lugar do outro, de modo que consiga entender aquilo que sente e, por consequência, porque atua daquele modo específico.

Essa característica é essencial na relação do colaborador com o cliente/público. O colaborador, ao atuar no design thinking, deve colocar-se na posição daquele para quem o projeto se destina, encaixando-o na realidade de quem o recepcionará e não no que pode ser visto como vantagem para si.

Colaboração

Um mesmo projeto certamente entregará à equipe diversas formas de analisá-lo. É importante, portanto, que numa mesma equipe estejam presentes

colaboradores pluridisciplinares atuando durante a execução do design thinking. A capacidade de enxergar diversificadamente ajuda a desenvolver e detalhar os processos de criação.

Através da colaboração um alicerce acaba sendo concluído, e nessa soma de diversidades, novas alternativas aparecem como solução sempre que necessárias.

Experimentação

A experimentação é um pilar do design thinking pois, para diminuir a chance de erros ao apresentar um projeto para um cliente, nada melhor do que experimentá-lo, analisando suas reais chances de funcionamento. Assim, ou uma melhoria é acionada ou tudo recomeça do zero, com menos perigos e melhores artifícios.

Quais são as 4 etapas do Desing Thinking?

Como fazer o design thinking? Para fazer fluir a abordagem do design thinking, devem ser seguidos 4 passos:

Imersão

Na etapa inicial a equipe precisa ter ciência do seu próprio ambiente e do ambiente externo. Deve ser entendido todo o contexto no qual a empresa se insere, com a realização de uma análise SWOT, reuniões entre os diversos setores, benchmarking e demais meios que possibilitem a identificação dos pontos fortes da empresa, dos pontos fracos dos concorrentes, das oportunidades, das ameaças e dos cenários em geral.

Ideação

Após a imersão e o mapeamento de todos os pontos necessários, o próximo passo é o brainstorming, com a equipe reunida e focada em produzir ideias. Nesta etapa de agregamento, a equipe precisa estar confortável e entrosada para expor seus insights, deixando as críticas e receios de lado — quando maior a naturalidade, maior o sucesso.

Prototipagem

Realizada toda a coleta de dados inicial, são selecionadas as ideias que obtiveram maior estímulo pela equipe como um todo. Após a decisão coletiva, é montado um protótipo beta, caso esteja sendo desenvolvido um produto, ou modelos gráficos com as prováveis etapas, caso estejamos falando de serviços.

Desenvolvimento

A fase final é onde a equipe concretiza todo o estudo realizado. Reunidos os setores comercial, de marketing e de comunicação, as soluções começam a ser comercializadas, visando atender às necessidades dos consumidores. Caso o retorno não seja positivo, tudo estará sendo acompanhado para que as melhorias sejam efetuadas.

Ferramentas do processo de Design Thinking

Você sabe quando usar o design thinking? É essencial que as ferramentas exatas sejam parte do processo de design thinking, do contrário, o efeito não será o esperado. Abaixo, mostraremos algumas das mais importantes:

Brainstorming

Trata-se de um termo em inglês que pode ser traduzido como “tempestade de ideias”. Funciona como uma dinâmica coletiva e sem interrupções ou críticas, onde as ideias são levantadas e nada se perde. Até mesmo aquilo que não for utilizado naquele momento, poderá servir de inspiração futura.

No design thinking, para que o brainstorming funcione, é necessário que a equipe já tenha feito análise completa do problema para o qual se busca solução. Daí então, o responsável pela condução do brainstorming pode alimentar a equipe com informações, leituras e demais estratégias que estimulem a criatividade.

Visual Thinking

Uma vez compiladas as informações, é necessário que sejam trabalhadas e gravadas. Para que isso aconteça, precisa, ser agregados os mais variados alimentos, sejam eles visuais, cinestésicos, auditivos, audiovisuais etc.

O visual thinking consegue juntar elementos de texto de vários modos. Esses elementos compõem o chamado vocabulário visual. E qual a função desse vocabulário? Fazer com que a equipe consiga desenvolver suas ideias em cima de meios visuais, através dos quais são desenhadas e debatidas.

A possibilidade de utilizar performances visuais é um dos processos mais modernos que existem atualmente. A capacidade de desenvolver um pensamento visual auxilia na capacidade de estabelecer uma relação de espaço entre os objetos e inserir ali o conhecimento obtido.

Mapa mental

Mapas mentais são ferramentas eficazes que ajudam a clarear os pensamentos e enxergar o processo de criação em sua totalidade, fator este que contribui diretamente para a evolução de ideias. Na criação de um mapa mental utilizamos recursos diversos, que vão desde a tabelas e gráficos até figuras e desenhos. Tudo flui ao redor de uma ideia principal, a partir da qual são ramificadas demais ideias como num fluxograma.

Cocriação com os clientes

Atualmente é bastante usual a inserção dos consumidores no processo de criação. Trata-se se uma experiência enriquecedora e personalizada, posto que os clientes de uma empresa têm visões diferentes acerca das produções, especialmente se comparadas às das equipes que fazem parte da organização. A interação cliente x empresa pode ser dar através das redes sociais, fóruns onde a opinião pública é solicitada etc.

Gamificação

Tendo em vista o seu teor lúdico, a gamificação é uma ferramenta aliada ao design thinking, pois além de tudo o que oferta, essa ferramenta é responsável por entregar motivações e estímulos criativos aos colaboradores.

A gamificação é capaz de, através de jogos, entre fases e etapas estratégicas, contextualizar com as necessidades existentes no processo de design thinking.

O game, nesse caso, vai alimentar o comprometimento, a capacidade produtiva, a atenção e a habilidade do colaborador de cumprir suas metas, pois será idealizado em cima de propostas e necessidades reais da organização.

A gamificação, quando utiliza-se de um torneio, por exemplo, entre aqueles que participam da dinâmica, está motivando os colaboradores a ultrapassar obstáculos e validar a criatividade da equipe.

Como aplicar o design thinking nas empresas?

Para uma aplicação eficaz do processo de design thinking, deve haver uma meta definida na qual a ferramenta consiga caber. Junto a isso, é importante que os colaboradores, como falamos ao longo do artigo, sejam de áreas diversas, o que entrega diversidade nas referências, nas recomendações e formação da resposta.

Além disso, necessita-se também de um líder, uma pessoa responsável por organizar as colaborações, que seja receptiva, motivacional e capaz de observar e impulsionar os erros, pois quanto mais cedo aparecerem, mais cedo serão corrigidos, tornando a entrega ao cliente o mais completa possível. Errar e receber feedback são passos essências nessa abordagem.

Exemplos de como utilizar o design thinking

  • Equipe de vendas – os setores comerciais podem utilizar o design thinking desenvolvendo novos métodos de recrutamento de clientes, através da empatia, quando colocam-se no lugar de quem recepcionará o projeto.
  • Núcleo estratégico – aqui, o design thinking ajuda a gestão da empresa a desenvolver respostas criativas e transformadoras, não com base no que já ocorreu, mas com a intenção de entender o que o cliente almeja. O passado apenas poderá ser revisitado para que os erros não sejam repetidos.
  • Brainstorm – outra vez essa ferramenta que mostramos acima, essencial para o desenvolvimento de todo o processo de criação do design thinking.

Vantagens do Design Thinking

Como não poderia deixar ser, especialmente depois de tudo o que foi explanado até aqui, é importante elencar todos os benefícios que o design thinking traz para a sua empresa e também para os seus clientes, sobretudo quando o processo é acompanhado a longo prazo. Entendeu por que o design thinking é considerado importante para as empresas?

Podemos citar como vantagens do design thinking as seguintes:

Melhora na comunicação:

Repassar conhecimentos, descobrir possibilidades e aceitar o erro como tentativa, são ações que contribuem para que haja uma melhoria na comunicação entre os colaboradores, que acabam contribuindo cada vez mais, seja ouvindo, seja debatendo com os demais.

Melhora do ambiente corporativo:

Um ambiente que entrega oportunidade de solidariedade, compreensão em função de erros e acertos, permite a reorganização do ambiente de trabalho, ajudando na entrega de resultados positivos e possibilitando aos colaboradores combinarem o lado emocional ao lado criativo, haja vista o fato de as interações sociais serem um fator determinante para a boa convivência.

Todas essas características, contribuem para o desenvolvimento da inteligência emocional dos colaboradores e, por consequência, o aprimoramento do ambiente, que passa a ser mais receptivo, afirmativo, otimista e inovador.

Satisfação e fidelização:

Quando o colaborador é integralmente focado no cliente, a oferta é melhor recepcionada. Por que? Porque os colaboradores conseguem entender as dores da persona e busca resolvê-las.

Proporciona uma visão sistêmica:

O design thinking humaniza o desempenho criativo e auxilia o colaborador a focar nos resultados. Portanto, o colaborador precisa dispor de uma visão sistêmica, enxergando a totalidade da estrutura empresarial e, então, sabendo por onde caminhar para trazer vantagens e conseguir cumprir suas metas.

Capacidade de adaptação:

Nem sempre as alterações são bem-vindas pelos colaboradores, mas uma vez que o processo de design thinking é implantado, a adaptação acontece, pois as novidades são sempre esperadas. Isso faz com que os colaboradores sejam cada vez mais maleáveis e focados em examinar e qualificar as informações e concepções.

Comprometimento:

O design thinking é capaz de motivar os colaboradores, de oportunizar novas abordagens, de desenvolver potenciais e demonstrar a esses mesmos colaboradores como suas opiniões são válidas e levadas em conta nas decisões, devido principalmente à liberdade que o processo entrega.

Conclusão

A aplicação da abordagem do design thinking só apresentará resultados eficazes caso a empresa invista na capacitação dos colaboradores. Todos os colaboradores que fazem parte do processo devem estar cientes das etapas e devidamente impulsionados a fazê-lo funcionar e adaptá-lo ao cotidiano da organização. Somente assim poderão contribuir e os resultados serão benéficos como pretendido.

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