Desenvolvida inicialmente para auxiliar estudantes do ensino à distância, o Learning Analytics é uma ferramenta utilizada para estudar as etapas de conhecimento e dificuldades de aprendizagem dos estudantes e colaboradores. Com a democratização do acesso à tecnologia, as instituições de ensino de educação básica, superior e demais cursos presenciais passaram a utilizá-la em sua rotina. Saiba mais no nosso artigo!
Learning Analytics: o que é e como usar dados no T&D corporativo
Em muitas empresas, o T&D ainda toma decisões com pouca visibilidade. Sabe quantas pessoas concluíram um curso, mas não consegue responder com clareza onde está a evasão, quais jornadas engajam mais, que públicos precisam de reforço ou onde está o maior potencial de evolução.
É justamente nesse ponto que o Learning Analytics ganha valor.
Mais do que relatórios bonitos, ele representa uma forma de usar dados para entender, acompanhar e melhorar a aprendizagem corporativa.
O que é Learning Analytics
O learning analytics surge com o objetivo de auxiliar os gestores das atividades educacionais — sejam eles tutores, professores, responsáveis pelo RH etc. —, na análise rápida e didática do desempenho dos seus participantes. Através desta ferramenta, é possível, utilizando métodos como o big data, que organiza os dados de modo estratégico, fazer uma avaliação acerca da atuação dos estudantes e colaboradores na plataforma de ensino.
Learning Analytics é o uso de dados relacionados à aprendizagem para monitorar, interpretar e melhorar experiências de capacitação.
Na prática, isso envolve olhar para sinais como:
- acesso;
- recorrência;
- progresso;
- conclusão;
- engajamento;
- comportamento em jornadas;
- padrões de uso.
O objetivo não é acumular informação. É gerar leitura útil para decidir melhor.
Por que Learning Analytics importa no T&D corporativo
Os relatórios gerados pelo learning analytics são individuais, mantendo o foco em cada indivíduo, e também do processo de aprendizagem como um todo, vinculado à instituição de ensino ou à empresa.
Sem dados, o T&D opera por percepção. E isso limita a capacidade da área de:
- priorizar ações;
- justificar investimento;
- corrigir jornadas;
- identificar gargalos;
- sustentar evolução contínua.
Quando a empresa usa analytics com mais maturidade, ela deixa de perguntar apenas “o curso foi concluído?” e passa a perguntar:
- quais públicos estão aderindo menos?
- onde a jornada perde tração?
- quais temas sustentam mais engajamento?
- quais iniciativas merecem expansão?
O que Learning Analytics pode mostrar na prática
Mas e na prática, como funciona o learning analytics? Após o colaborador cumprir as etapas de ensino à distância, realizadas as atividades e avaliações partes da ementa, a ferramenta absorve todos os dados resultantes e ordena para que o responsável possa acessar e identificar os acertos, os erros e o desempenho geral dos usuários. Ou seja, todo o procedimento é automatizado e facilitado, permitindo que as análise sejam mais rápidas e eficazes.
Dependendo da plataforma e do nível de maturidade da operação, os dados podem ajudar a responder perguntas como:
Quem está acessando os treinamentos
Ainda, as ferramentas com foco na análise de aprendizado vão além da simples coleta de dados; eles também usam tecnologias como inteligência artificial, aprendizado adaptativo e teoria dos grafos para produzir análises completas.
Isso ajuda a verificar adesão por público, área ou jornada.
Onde está a evasão
Um benefício, aos olhos dos alunos, é a coleta de dados para autoavaliação. Eles podem aprender mais a respeitar seu próprio desempenho em todas as disciplinas que estudam.
Se muitas pessoas abandonam conteúdos em um mesmo ponto, esse sinal precisa ser lido.
Quais trilhas geram mais engajamento
Mas, para os professores, essa tecnologia vai mais longe, pois fornece informações sobre o desenvolvimento dos alunos e gera ideias para melhorá-lo.
Nem toda jornada tem o mesmo desempenho. Alguns formatos e temas tendem a reter mais atenção.
Quais públicos precisam de reforço
O primeiro benefício é que instrutores e alunos não precisam confiar suas decisões apenas em opiniões pessoais.
Dados ajudam a identificar onde insistir, revisar ou redistribuir aprendizagem.
Como a aprendizagem evolui ao longo do tempo
Os professores podem notar que uma aula não foi compreendida pela turma ou sentir hesitações na hora de conduzir um seminário. Mas isso depende da percepção, que facilmente encanta as pessoas.
Analytics faz mais sentido quando deixa de ser foto isolada e passa a sustentar visão contínua.
O que não é Learning Analytics
Por outro lado, o Learning Analytics fornece dados concretos e assertivos. Eles são extraídos diretamente do ambiente de aprendizado do mundo virtual, tornando-os 100% confiáveis.
É importante separar analytics de mero relatório operacional.
Learning Analytics não é:
- só contar concluídos;
- só gerar dashboard;
- só medir acesso bruto;
- só produzir relatório para apresentação.
Ele só ganha valor quando ajuda o T&D a tomar decisões melhores.
Como começar a usar dados com mais maturidade
A atitude dos alunos tem um grande impacto na forma como as salas de aula se desenvolvem. É comum que eles se esforcem para compreender completamente o conteúdo quando estão desinteressados ou desmotivados.
Empresas que querem evoluir nesse ponto podem começar por uma base simples.
1. Definir perguntas relevantes
Os professores agora têm uma perspectiva geral sobre os interesses reais dos alunos graças à análise de aprendizado. Como resultado, eles podem gastar dinheiro em modelos de aprendizado que atraem mais atenção e incentivam o engajamento.
Antes de olhar métricas, vale definir o que o time quer entender.
2. Escolher indicadores úteis
Da mesma forma que a Learning Analytics ajuda a entender o comportamento do aluno, ela também ajuda a identificar possíveis problemas no processo de aprendizagem.
Métricas precisam conversar com a operação, não apenas com o sistema.
3. Observar jornadas, não só cursos isolados
Os alunos podem receber assistência ao buscar assistência e tirar dúvidas no ensino a distância. Diante disso, é fundamental que os professores antecipem algumas dificuldades.
Em muitos casos, a leitura mais útil está na sequência de aprendizagem e não em uma peça isolada.
4. Criar rotina de análise
A tendência da educação personalizada é uma das mais significativas dos últimos anos. O objetivo é tornar o aluno o ponto focal de seu dia de aprendizagem. Com isso, conseguimos ter alunos muito mais engajados e motivados para novos desafios.
Dados só geram valor quando viram hábito de gestão.
Onde a tecnologia faz diferença
A instrução personalizada em aprendizado remoto se torna possível quando a tecnologia funciona a seu favor. E o Learning Analytics fornece dados essenciais que ajudam em cada etapa da implementação de uma metodologia inovadora.
A qualidade da leitura analítica depende diretamente da plataforma usada.
Se a solução não oferece boa visibilidade sobre comportamento, progresso e jornadas, o T&D perde capacidade de gestão.
Por isso, em muitas operações, a discussão sobre Learning Analytics acaba levando naturalmente a uma discussão maior sobre:
- plataforma;
- governança;
- maturidade do ecossistema de aprendizagem.
Se você está nesse momento, vale aprofundar:
- Learning Analytics em empresas: como usar dados para personalizar treinamentos
- Konquest
- LXP: conheça a evolução das plataformas de aprendizagem
Em quais cenários o Learning Analytics gera mais valor
Finalmente, a ferramenta ajuda a fornecer aos alunos um feedback consistente e confiável.
Ele tende a ser especialmente útil quando a empresa:
- quer sair de métricas superficiais;
- precisa aumentar efetividade do T&D;
- gerencia diferentes públicos e jornadas;
- quer melhorar engajamento;
- busca mais inteligência para priorização.
As avaliações dos professores são periódicas e muitas vezes imprecisas. Os dados fornecidos pela tecnologia agora são mais diretos e detalhados.