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Pensamento sistêmico nas empresas: o que é e como desenvolver

 Por: |  Publicado em 17/11/2021 |  Atualizado em 17/11/2021 |  Tempo de leitura 5 minutos

Por que o pensamento sistêmico é importante e qual sua conexão com crescimento de uma organização? Nesse artigo, abordaremos as nuances desse pensamento e sua influência nas decisões, produções e relações de trabalho.

O que é o pensamento sistêmico?

Pensamento sistêmico é o exame do desempenho de sistemas utilizando-se da perspectiva holística dos métodos.

O pensamento holístico surge de um conceito originário da obra Holismo e a Evolução, de autoria de Jan Christian Smuts. Segundo o autor, o holismo é:

“A tendência da natureza, através da evolução criativa, é a de formar qualquer “todo” como sendo maior do que a soma de suas partes”.

Diante desse conceito, entendemos que o pensamento sistêmico entrega a análise de um ponto de vista universal, sem separação de categorias, tratando todos os procedimentos de modo coletivo.

No livro A Quinta Disciplina, Peter Senge, criador do conceito de pensamento sistêmico, explica:

“Um sistema é um todo percebido cujos elementos mantêm-se juntos porque afetam continuamente uns aos outros, ao longo do tempo, e atuam para um propósito comum”.

Ou seja, o pensamento sistêmico opta pelo estudo de todos os elementos estruturais, analisando como se complementam entre si, procurando direcionar os fluxos de influência.

Deste modo, tudo aquilo que acabar sendo reproduzido variadas vezes será identificado, possibilitando que haja inserções de melhorias e reconhecimentos dos erros.

No dia a dia empresarial as tarefas geralmente são analisadas sem que sejam percebidas todas as etapas que levam à realização do processo. Tudo é enxergado de modo linear.

Todavia, para que uma organização funcione, os colaboradores de diferentes setores devem exercer seus papéis dentro das áreas que lhes cabem sem, entretanto, deixarem de focar na corporação como uma organização única.

Para que o pensamento sistêmico seja implantado, as habilidades e competências dos colaboradores devem ser claras, possibilitando aos gestores entenderem suas condutas e identificarem as estratégias a serem melhor trabalhadas.

Bases do pensamento sistêmico

Domínio pessoal

A capacidade de expansão das habilidades pessoais de cada colaborador individualmente é uma vantagem não apenas para a organização mas também para todos os colaboradores e gestores que dela façam parte.

Através dessa ampliação, junto à obtenção dos dados almejados, desenvolve-se um maior nível de comprometimento dos colaboradores visando o alcance das metas propostas.

Mapas mentais

Todos os passos devem ser claros. Todas as produções devem ser passíveis de questionamento, melhorias, reorganizações etc. Assim, consegue-se moldar também as decisões de cada processo.

Visão distribuída

Para que se obtenha o comprometimento necessário, a visão da organização deve ser distribuída e livremente compartilhada entre os seus colaboradores. Mais do que apenas estabelecida, a visão deve ser o elemento engajador dos próximos passos da organização.

Aprendizado em grupo

Investir em habilidades coletivas é essencial nesse sistema. Quando o trabalho acontece conjuntamente, os grupos são capazes de progredir com competências somatizadoras daquelas existentes privativamente.

Como aplicar o pensamento sistêmico nas empresas

Quando adotado, o pensamento sistêmico passa a ser parte das estratégias da empresa, sendo então inserido na cultura organizacional. Algumas instruções a respeito de como implementá-lo são as seguintes:

Conectar as lideranças

As lideranças responsáveis pela organização precisam estar ajustadas entre si e com o fato de que o pensamento sistêmico será implementado, para então, conjuntamente, evidenciarem esse objetivo.

Assim, a partir dos exemplos dos líderes gestores, com todas as equipes trabalhando conjuntamente, o crescimento da empresa será o foco geral de todos os setores.

Para tanto, é necessário que sempre sejam realizadas reuniões que possibilitem às equipes ajustarem seus mapeamentos iniciais de acordo com a meta final geral.

Importante salientar que, para que haja a efetiva conexão entre as lideranças, todos os setores devem cruzar as informações de produções realizadas individualmente.

Elaborar treinamentos

Se a organização possui a intenção de desenvolver o pensamento sistêmico em suas metodologias, precisa haver uma inovação na mentalidade da organização, especialmente quanto aos seus valores e condutas, demonstrando a todos os colaboradores as vantagens de seguir por este caminho.

Para que isso ocorra, devem ser criados novos programas de treinamento e desenvolvimento com foco na implementação do pensamento sistêmico. Assim, os grupos de todos os setores serão capazes de desenvolver o novo sistema.

Dividir o planejamento estratégico com as equipes

Podendo participar do planejamento estratégico, colaboradores e gestores desenvolvem maior satisfação relacionada àquilo de que são partes e atuam para acontecer de modo mais ativo, uma vez que conseguem conduzir os processos, sabendo como as produções estão fluindo.

Isso influencia diretamente na rotina organizacional, ainda que alguns dos processos possuam conteúdos originariamente confidenciais — basta que uma cópia acessível esteja ao alcance de todos os interessados em seu compartilhamento geral.

O pensamento sistêmico, quando aplicado no ambiente corporativo, é responsável por  diversas vantagens, dentre elas o fato de, através dessa inserção, otimizar o tempo gasto com quesitos técnicos e táticos.

Para a criação e manutenção eficaz do pensamento sistêmico, deve-se focar na diminuição do índice de rotatividade de colaboradores. Quando a organização como um todo passa a assimilar o pensamento sistêmico, esse índice despenca, o que beneficia diretamente todo o ambiente organizacional.

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