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Brainwriting: o que é e como utilizar essa técnica para gerar ideias inovadoras

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Com certeza você já ouviu por aí alguém falar em brainstorming, certo? Estamos falando de uma técnica de geração de ideias bastante utilizada no mundo corporativo. Mas, é claro, como nem tudo é perfeito, o brainstorming possui algumas falhas e gaps que podem ser resolvidas com a utilização de outra técnica de geração de ideias ainda não tão conhecida: o brainwriting.

E é sobre ela que falaremos no artigo de hoje. Continue lendo que vamos te contar mais sobre o tema!

Brainwriting: o que é e como utilizar essa técnica para gerar ideias inovadoras

O que é brainwriting?

Brainwriting é uma técnica de geração de ideias em grupos. Apesar de ser um processo parecido com o brainstorming, aqui, ao invés das ideias serem verbalizadas, elas são escritas de forma individual, em um ambiente silencioso.

Dessa forma, através do brainwriting, os pensamentos podem ser mais expressivos, uma vez que não haverá julgamento e, ainda, não haverá influência dos pensamentos alheios.

Diferenças entre o brainwriting e o brainstorming

Abaixo, algumas das principais diferenças que existem entre as duas técnicas, que geralmente estão relacionadas à geração e compartilhamento de ideias:

Formas de expressão

  • Brainwriting: os pensamentos são escritos, individualmente e em lugar silencioso. Essa estratégia é bastante apreciada por pessoas que não se sentem confortáveis para falar em grupo etc.

  • Brainstorming: aqui as ideias são faladas em voz alta, em grupo, de modo dinâmico. Essa é uma técnica que às vezes pode acabar silenciando algumas pessoas, especialmente por receios durante o compartilhamento.

Influência de outros

  • Brainwriting: como dissemos anteriormente, o silêncio e a individualidade durante o processo de geração e anotação de pensamentos diminui a possibilidade de influência, que só vem a acontecer depois, quando os participantes expõem suas anotações e cada um contribui da forma que melhor entender de acordo com a ideia inicial.

  • Brainstorming: aqui a influência pode acontecer quase que imediatamente. É uma vantagem, se houver uma construção coletiva, mas também podem ocorrer bloqueios, indo para ideias clichês ou pensamento dominantes.

A depender do contexto e das expectativas da sua empresa, você será capaz de contar com as vantagens de cada uma das técnicas. Lembre-se sempre que o brainwriting é uma alternativa útil ao brainstorming.

Fases do Brainwriting

Agora que você sabe as diferenças, talvez esteja se perguntando: como é conduzida uma reunião de brainwriting?

O brainwriting precisa de uma estrutura para que sua eficiência seja garantida. Por esse motivo, devem ser seguidas algumas fases, quais sejam:

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Preparação

  • Definição do tópico: antes de começar a reunião, o tema em torno do qual as ideias devem aparecer deve estar definido.

  • Configuração do espaço: escolha um lugar calmo, silencioso e não esqueça de organizar, no mínimo, papel e caneta para os participantes.

  • Instruções: repasse a todos como funcionará o processo do brainwriting, pois muitos participarão da técnica pela primeira vez.

Geração de ideias inicial

  • Escrita individual: comunique aos participantes o tempo que será definido para que anotem suas ideias no papel.

Compartilhamento e expansão

  • Rotação das folhas: encerrado o tempo destinado às anotações, é chegado o momento de trocar os papéis. Aqui os participantes passam o papel para a pessoa ao lado.

  • Adição e expansão: os participantes leem o que recebeu do colega e é permitido que anote novas ideias que surgirem a parte da leitura ou que faça uma expansão das ideias existentes.

Esse processo pode acontecer diversas vezes, dependendo do direcionamento e da quantidade de participantes.

Revisão e discussão

  • Apresentação: quando acaba todo o processo de escrita, cada um, ou um facilitador designado para essa função, passar a ler todas as ideias para o grupo.

  • Discussão em grupo: em cima das ideias expostas, todos discutem, tiram as dúvidas, alinham ideias parecidas e debatem acerca da relevância de cada conteúdo.

Seleção e priorização

Aqui os participantes vão eleger as ideias que julgarem mais promissoras e classificá-las conforme as demandas.

As ideias que forem eleitas, serão desenvolvidas ou analisadas com mais afinco em futuras etapas do brainwriting ou direcionadas para implementação.

Reflexão e feedback

Finalizada a sessão, é válido um feedback de todos os que participaram para saber como caminhou a técnica. Importante validar o funcionamento, melhorias etc.

A técnica de brainwriting deve ser flexível, de modo que caiba nas demandas e minúcias daquele grupo e do problema existente. Assim, conforme for o cenário, pode mudar o tempo, a quantidade de rotações etc.

Quando utilizar o brainwriting nos processos de T&D

Quando utilizar o brainwriting nos processos de T&D

Por se tratar de uma técnica flexível, o brainwriting pode fazer parte de vários processos de treinamento e desenvolvimento, veja só:

  • Identificação de necessidades de treinamento: aqui você pode saber quais são os gaps existentes em relação às skills dos colaboradores, quais áreas precisam ser aprimoradas e quais os treinamentos mais urgentes.

Além disso, o brainwriting pode favorecer os feedbacks em relação a treinamentos já realizados e quais as áreas de maior interesse dos colaboradores.

  • Desenvolvimento de conteúdo: você pode aplicar a técnica para criar ou revisar conteúdos e programas de treinamento.

Ou seja, o brainwriting vai facilitar a geração de ideias, de formas de abordagens, métodos de aprendizado etc.

  • Métodos de entrega: podem ainda ser explorados pensamentos acerca de formatos inovadores, utilização de plataformas de treinamento, gamificação etc.

O brainwriting ajuda a fazer com que os treinamentos sejam mais interativos e engajadores.

  • Avaliação e feedback: depois que o programa de treinamento é realizado, você consegue utilizar essa técnica para saber os apontamentos dos colaboradores.

Além disso, a geração de ideias ajuda na eficácia do treinamento, na construção de métricas e tipos de avaliação.

O brainwriting ainda ajuda no seguinte:

  • Desenvolvimento de competências e planos de carreira: com o brainwriting você pode fazer uma imersão para saber quais as competências que os colaboradores precisarão desenvolver no futuro e como identificar os variados caminhos na carreira.

Então aqui você pode criar estratégias de mentoring e demais possibilidades de desenvolvimento de carreira.

  • Engajamento e motivação: o brainwriting vai possibilitar que você descubra como engajar seus colaboradores nas demandas de T&D.

Além disso, podem ser coletadas ideias sobre recompensas e demais incentivos conectados aos treinamentos.

  • Resolução de problemas específicos: se existe algo formado e que não está alcançando as expectativas almejadas, você pode coletar formas de abordagem e de resolução do problema.

  • Desenvolvimento de liderança: aqui o brainwriting ajuda bastante a saber sobre as skills, competências e estratégias que podem ser implementadas para as lideranças futuras e atuais.

Utilizar o brainwriting em processos de treinamento e desenvolvimento pode ajudar muitos na obtenção de insights e soluções inovadoras, que muitas vezes não acontecem durante as tradicionais reuniões e processos como o brainstorming, por exemplo.

Utilizar o brainwriting em processos de treinamento e desenvolvimento pode ajudar muitos na obtenção de insights e soluções inovadoras

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Jaya Viana
Redatora, escritora e especialista em Produção em Jornalismo Digital pela PUC Minas. Hoje atuando como Analista de Conteúdo e SEO na Keeps, sendo ainda entusiasta das temáticas sobre RH e T&D, bem como demais conteúdos voltados para a Educação Corporativa.
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