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Liderança situacional: o melhor caminho para a gestão de pessoas!

 Por: |  Publicado em 06/07/2021 |  Atualizado em 22/09/2021 |  Tempo de leitura 7 minutos

lideranca situacional

Hoje em dia, a liderança situacional é cada vez mais necessária dentro de uma empresa. Esta se dá pela capacidade do líder, seja ele formal ou informal, de administrar situações de forma efetiva e organizada. Visando, sempre, o engajamento e uma futura autonomia da equipe.

Um bom líder não é somente aquele que consegue gerir os seus colaboradores de maneira correta, mas também de forma motivadora e intuitiva. O enfoque está na capacitação, entendimento e execução das tarefas. 

Isso ocorre, porque, num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as vagas exigem cada vez mais qualificação profissional e a aprendizagem ativa e contínua. Logo, também surgem desafios de gestão, onde capacitar passa a ser prioridade e a escolha dos modelos de treinamento precisa ser assertiva. 

Então, já sabemos que as metodologias ativas de aprendizagem se adaptam melhor aos diferentes perfis de colaboradores, aumentando o engajamento nas ações de Educação Corporativa. precisa ser considerada considerando a situação e o perfil dos colaboradores.

Mas e os líderes? Que habilidades precisam ser desenvolvidas pelos próprios gestores, para que sejam capazes de identificar os diferentes cenários que encontrarão pela frente?

Neste post, vamos adentrar no perfil, nas qualidades e na capacitação necessárias a um bom gestor, a partir dos conceitos de liderança situacional. Também vamos apresentar metodologias eficientes para uma boa base empresarial, com especificações na abordagem, para o treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. 

O que é liderança situacional?

A liderança situacional é a forma de gerenciamento de pessoas dentro de uma empresa, de acordo com situações ou contextos específicos. Inclusive, em períodos difíceis, como crises econômicas, baixa demanda ou produtividade, e até mesmo falta de mão de obra qualificada. Em outras palavras, nesses momentos, os gestores precisam saber como agir ou intervir em diferentes cenários.

Isso requer das lideranças uma habilidade de adaptação muito bem desenvolvida, com a finalidade de direcionar, apoiar e orientar os colaboradores. Tudo para que estes exerçam as suas atividades da melhor maneira, com a motivação necessária para alcançar desenvolver-se como profissionais e alcançar objetivos individuais e coletivos.

A teoria de liderança situacional, muito utilizada atualmente, foi criada pelos pensadores Paul Hersey e Kenneth Blanchard. Eles a desenvolveram a partir da análise de uma gestão empresarial ineficiente, tendo em vista os problemas de relacionamento com o líder e a falta de organização das tarefas encarregadas. Dessa forma, surgiu a necessidade de uma teoria que relacionasse os estilos de liderança situacional com os níveis de maturidade dos colaboradores.  

O objetivo da liderança situacional é apresentar as maneiras mais eficazes de trabalhar em equipe, seguindo planejamentos estratégicos bem elaborados. Vale lembrar que um bom programa de treinamentos é uma grande ferramenta para desenvolver os colaboradores. Isso resulta em autonomia dos colaboradores com mais delegação de atividades e menos necessidade de supervisão. 

5 características da liderança situacional

Conforme visto, este tipo de líder age minuciosamente em momentos de crise para que as perdas neste processo sejam mínimas e a harmonia seja mantida ou estabelecida na instituição. Assim, listamos algumas características principais, ou melhor, 5 delas com o intuito de direcionar você para o caminho do sucesso.

  • Capacidade de se adaptar a diferentes episódios.
  • Precisão e assertividade em comandos.
  • Espírito motivacional e intuitivo com foco no colaborador.
  • Boa comunicação e compreensão da realidade e dos fatores prejudiciais.
  • Maturidade profissional em delegação de atividades.

Diante dos atributos citados, é evidente a necessidade de um bom relacionamento com os colaboradores, para que a noção de capacidade e maturidade seja estabelecida e avaliada de forma assertiva.

Estilos de liderança situacional

A partir dos estudos de Hersey e Blanchard, com base nos conceitos de liderança situacional, podemos destacar 4 formas de liderar, ou 4 competências necessárias a um líder, em diferentes contextos e situações. 

Direção

A particularidade da direção se deve ao fato de que esse estilo requer a capacidade do líder, de apresentar um acompanhamento e direcionamento das atividades. Isto é, desde o início até o seu término. A direção é um estilo de liderança muito utilizado em período de experiência ou mudança de cargo dos colaboradores.

Orientação

A orientação podemos sintetizar como um estilo de liderança situacional utilizado em ocasiões onde a supervisão dos colaboradores é necessária. Nesse caso, o líder abre as portas para sugestões e contribuições, com a finalidade de estimular a aprendizagem e melhorar o clima organizacional.

Apoio

No Apoio, as supervisões constantes já não são tão necessárias, portanto, a principal função do gestor é dar o suporte necessário aos colaboradores, mantendo a motivação do time em alta, identificando os problemas e ouvindo possíveis soluções. No entanto, vale destacar que, neste estilo de liderança situacional, a última decisão continua a ser do gestor. 

Delegação

Delegação pode ser visto como “último” ou “mais avançado” estilo de liderança situacional. Aqui, o líder não tem mais a necessidade de acompanhando ou supervisão constantes, sobre as funções exercidas. Pelo contrário, existe um nível de confiança bem estabelecido e funções bem estruturadas. Isso possibilita uma grande delegação de atividades e até autonomia para algumas decisões.  

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fonte: Setting Consultoria

Níveis de maturidade do time

Depois de apresentar os 4 estilos dos liderança situacional, chegou a hora de falar sobre os níveis de maturidade dos colaboradores. Segundo Hersey e Blanchard, ao analisar a realização de certas atividades, devemos estar atentos à capacidade e à motivação, por parte de quem vai realizá-las.

A seguir, estão divididos os 4 níveis de maturidade do time, representados por P1, P2, P3 e P4:

P1 – baixa motivação e habilidade: nesse nível de maturidade, a motivação dos colaboradores é pequena, diante do pouco conhecimento que possuem na área. Por consequência, a capacidade de execução de tarefas, sem supervisão, também é menor.   

P2 – alta motivação e baixa habilidade: no segundo nível de maturidade, os colaboradores já possuem um pouco de experiência e habilidade. No entanto, ainda persiste a necessidade de supervisão, para a realização de tarefas um tanto mais complexas e/ou específicas. 

P3 – baixa motivação e alta habilidade: o inverso do nível anterior, no P3 os colaboradores já possuem grande habilidade e capacidade para a realização de suas funções autonomamente. Todavia, ainda não se sentem motivados, ou preparados para atuar dessa maneira. 

P4 – alta motivação e habilidade: no quarto e último nível de maturidade, os colaboradores já são suficientemente hábeis e capazes no exercício de suas atividades. Nesse caso, existe grande autonomia na rotina de trabalho ou de treinamento, bem como na tomada de algumas decisões.

Assim, seguindo a linha de raciocínio dos autores, podemos entender que os estilos de líderes estão diretamente ligados aos níveis de maturidades dos colaboradores.

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Conclusão

Vimos até então, as diversas características, habilidades e desafios da liderança situacional. A partir da relação entre os estilos de liderança e os níveis de maturidade dos colaboradores, podemos identificar a importância do treinamento e desenvolvimento na rotina das organizações. Uma pessoa bem capacitada possui a motivação necessária para exercer suas funções com autonomia e proatividade na previsão e resolução de problemas.

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