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Adhocracia: agilidade e simplicidade nas organizações

 Por: |  Publicado em 26/10/2021 |  Atualizado em 29/11/2021 |  Tempo de leitura 5 minutos

Se sua organização procura tratar os processos administrativos de modo eficiente, simples e com celeridade, a adhocracia é uma técnica que deve ser aplicada. Saiba como acompanhando nosso artigo.

O que é adhocracia?

Adhocracia é um termo que foi utilizado pela primeira vez na década de 70, criado por Alvin Tofler, dentro da Teoria das Organizações.

Surgimento da adhocracia

O que é adhocracia?
Surgimento da adhocracia

O termo surge como indicativo de uma classificação temporária de organização do trabalho na qual reúne-se uma equipe de colaboradores capazes de somar todas as suas diferenças de habilidades, pensamentos e profissões para solucionar questões de modo mais efetivo do que se daria caso fosse cumprido o modo tradicional de resolução de conflitos.

Adhocracia é uma forma de logística que busca descomplicar os procedimentos organizacionais, entregando celeridade e clareza.

Para que serve a adhocracia?

As equipes, criadas de modo temporário e interdisciplinar, se adaptam à pluralidade de percepções e competências e analisam propósitos exclusivos, resolvendo conflitos e desmembrando respostas para os anseios do mercado ou modelos de negócio.

Havendo clareza nos procedimentos e independência das equipes, as organizações conseguem alcançar celeridade na resolução das questões existentes, enxergando com mais facilidade as sugestões e caminhos para os possíveis cenários existentes.

A adhocracia, através do encontro das multidisciplinaridades, amplia o leque de ideias e permite que as equipes criadas para este fim, de incentivar e promover a inovação na organização, tragam retornos e resoluções distantes do padrão tradicional e ainda assim entregando resultados positivos.

Para que serve a adhocracia?

Características da adhocracia

A adhocracia apresenta três características principais, quais sejam:

Características da adhocracia

Coordenação centrada em oportunidades

Os colaboradores recebem carta branca para elaborar novos projetos e analisar em qual melhor se encaixam para seguir desenvolvendo.

Com essa liberdade de escolha, as equipes são montadas de modo natural, distante de roteiros de desenvolvimento ou planos estratégicos, fazendo com que resulte em maior comprometimento por parte dos colaboradores.

Quando os colaboradores mergulham em projetos por eles idealizados e realizados, a tendência é que levem menos tempo estruturando e mais tempo praticando, o que, consequente, gera resultados de modo mais rápido.

Todavia, tão logo os projetos sejam finalizados, as equipes são desfeitas, característica da natureza mutável da adhocracia.

Experimentação para tomar decisões

Numa adhocracia, a tomada de decisões acontece de modo experimental. Assim, algumas providências internas são podadas, dando espaço às experimentações, procurando gerar feedback de modo célere através das inovações.

Esse tipo de experimentação é bastante intuitivo, o que às vezes pode gerar riscos e até mesmo não obter o resultado almejado, mas de todo modo auxilia a organização a não perder tempo em análises, o que muitas vezes acontece por causa do excessivo rodízio de informações.

Reconhecimento para motivar

A adhocracia pretende que os colaboradores tenham seu trabalho reconhecido e que seja devidamente exaltado a cada nova conquista, mantendo assim sua motivação e engajamento.

Um colaborador motivado produz melhor, entrega resultados mais satisfatórios e, com os recursos e espaços condizentes às suas necessidades, consegue superar cada vez mais desafios.

Como funciona a adhocracia?

O modelo de gestão da adhocracia funciona através de alguns modos específicos.

Gestão menos hierárquica

Na adhocracia a administração é menos hierárquica do que nos demais sistemas convencionais.

O foco é desenvolver um alicerce que solucione questões exclusivas e imediatas. Em lugares com gestão diferente, provavelmente essas questões não conseguiriam ser solucionadas com a mesma eficácia e celeridade.

Contratação de especialistas

Se a organização segue o modelo da adhocracia, ela conta com especialistas eficientes e devidamente preparados para solucionar as questões que surgirem de modo célere e efetivamente eficiente.

Transitoriedade e multidisciplinaridade das equipes

Numa adhocracia, as equipes de trabalho são transitórias, montadas apenas para tocar determinado projeto ou solucionar determinado problema.

A intenção da multidisciplinaridade é somar conhecimentos e habilidades para cada momento específico.

O modelo é transitório porque a equipe dura o tempo que for necessário para gerar as mudanças para a organização.

Adhocracia vs burocracia

Adhocracia vs burocracia

A burocracia é um sistema administrativo onde são seguidas regras e processos regulares. Neste modelo de gestão existe hierarquia, responsabilidades compartilhadas e trabalhos específicos.

Todas as produções são coordenadas e controladas, o que automaticamente faz com que a rotina seja cansativa e os colaboradores trabalhem de modo mais lento e com menores habilidades de criação.

Adhocracia vs burocracia

Ao contrário da adhocracia, a burocracia é a responsável por formar equipes que necessariamente devem trabalhar conjuntamente. É um modelo de gestão que entrega menos flexibilidade.

Na burocracia, os colaboradores devem obrigatoriamente produzir de acordo com aquilo que a organização julgar ser o papel que deve ocupar na linha hierárquica.

Tanto a burocracia quanto a adhocracia são métodos de gerenciamento válidos e positivos, devendo apenas ser analisado qual dos sistemas funciona melhor dentro de cada organização.

Existem organizações que utilizam ambos os modelos dentro da sua administração. Logo, basta definir como setorizar e qual será a forma de produção.

Adhocracia na Educação Corporativa

Como vimos, o conceito de Adhocracia perpassa todos os setores de uma empresa. Pois não se trata a prática exclusiva de uma área, com objetivos específicos. Mas, sim, da formação de uma cultura organizacional diferenciada em sua estrutura.

Uma estrutura que busca a todo momento encontrar soluções dinâmicas e efetivas para as demandas da empresa. Assim como ações que superem a burocracia e/ou hierarquias engessadas, que já não façam sentido.

Na Educação Corporativa não é diferente. A evolução dos programas de T&D, com base em metodologias ativas, somado aos avanços em Tecnologias Disruptivas, vêm transformando a maneira como compartilhamos informações e multiplicamos o conhecimento.

E, por consequência, os modelos e plataformas de Educação Corporativa utilizadas na capacitação dos colaboradores.

LXP x LMS

Um bom exemplo dessas mudanças é justamente a evolução das plataformas de aprendizagem. Nesse caso, comparando as características e funcionalidades das Plataformas LXP com os antigos LMS, podemos fazer a seguinte analogia:

LXP = Adhocracia, LMS = Burocracia.

Por exemplo:

  • Horizontalidade (LXP) x Verticalidade (LMS)
  • Plataforma Aberta (LXP) x Sistema Fechado (LMS)
  • Conteúdo Personalizado (LXP) x Conteúdo Estático (LMS)
  • Atualização Constante (LXP) x Atualização Periódica (LMS)

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