Curva de Aprendizagem: conhecimento em busca de resultados

Sem tempo para ler?

A curva de aprendizagem é capaz de medir o período gasto na elaboração e desenvolvimento das nossas potencialidades. Isso pode ser necessário, pois demora algum tempo até que os colaboradores se adaptem e se estabilizem em novas funções ou executem novos procedimentos.

Tudo isso, é claro, impacta diretamente a produção das empresas, a depender do nível de desenvolvimento dos colaboradores. Logo, a curva de aprendizagem ajuda a medir o nível de autonomia que possuirão os colaboradores, a partir do que sabem ou são capazes de executar sem supervisão.

A seguir, explicamos mais sobre curva de aprendizagem e como as empresas podem medir esse indicador em seus treinamentos. Boa leitura!

O que é curva de aprendizagem?

O que é uma Curva de Aprendizagem?
O que é curva de aprendizagem?Hermann Ebbinghauscurva de Ebbinghaus

Quando uma empresa contrata um novo profissional, ou quando colaboradores veteranos passam a desempenhar novas atividades, a curva de aprendizagem, ou curva de aprendizado, aparece como forma de determinar a proficiência de uma atividade dentro de uma escala evolutiva.

O conceito foi idealizado em 1885 por Hermann Ebbinghaus (curva de Ebbinghaus), com o objetivo de explicar o período de tempo que diferentes colaboradores levam para criar o mesmo produto. A administração do tempo, então, passa a ser analisada junto à presença ou ausência de vantagem, que está diretamente conectada à redução ou aumento no custo do produto.

Conforme o colaborador repete sua produção, a curva de conhecimento passa a medir seu desempenho.

E para que serve a curva de aprendizado?

Esse processo é utilizado nas empresas em seus processos de planejamento, previsão de custos e despesas, definição de prazos de entrega etc. O profissional que já atingiu um nível de perícia consegue entregar o trabalho de modo mais proativo e qualitativo, uma vez que já não leva consigo os questionamentos iniciais que envolviam sua produção primária, como por exemplo, a necessidade de se adaptar a novas ferramentas, a falta de estratégias próprias, maior índice de dúvidas etc.

Onde sua empresa pode aplicar uma curva de aprendizagem?

  • Pesquisa de tempo despendido na execução de funções individuais ou coletivas;
  • Análise de decisão de preços da produção, pois através da curva de aprendizagem consegue-se estipular os custos desta produção;
  • Gestão do conhecimento;
  • Exame de relevância da necessidade de capital;
  • Estimativa de futuras projeções com base na eficiência produtiva etc.

Como funciona a curva de aprendizagem?

Como o próprio nome diz, a curva de aprendizagem não é uma linha reta, mas sim uma curva que, em certos instantes, é capaz de alcançar a estabilidade. Por que isso acontece? Porque sempre que nos deparamos com um novo processo de conhecimento, a tendência inicial é de que ocorra de modo mais devagar, não possibilitando que o estudante entregue um rendimento relevante (curva de aprendizagem baixa).

Posteriormente, quando o tema e seus procedimentos passam a ser entendidos e alinhados, o estudante descobre-se capaz de resolver os exercícios recomendados pelo professor com mais clareza. A partir daí, os resultados individuais e coletivos conectam-se naturalmente, demonstrando que o conhecimento fica mais acentuado.

No encerramento desta etapa, a curva da aprendizagem acaba se consolidando (curva de aprendizagem alta). O que acontece? O estudante consegue chegar ao seu nível mais alto de compreensão, conseguindo estabilizar a linearidade de seu rendimento. Assim, a cada nova temática apresentada como objeto de estudo, começa-se uma nova curva, novamente com menores graus de rendimento e celeridade.

Como funciona a curva de aprendizagem?

A depender do contexto, a curva pode apresentar uma configuração cabível. No caso de o estudante deparar-se com um tema complicado, por exemplo, a curva poderá ser mais extensa, pois demandará um período maior para que o estudante obtenha o rendimento necessário acerca daquela temática.

Como calcular a curva de aprendizagem?

Tendo por base os estudos de Ebbinghaus, inicialmente mencionado, o professor e engenheiro Theodore Wright desenvolveu a equação para cálculo da curva de aprendizagem após aplicá-la durante a Primeira Guerra Mundial, no custo de produção de aviões.

A equação matemática aplicada para cálculo da curva do aprendizado, seguindo este modelo, conhecido como modelo potencial, tem como modelo o seguinte:

Y = C1Xb (Curva de aprendizagem – fórmula)

O que representa a curva de aprendizagem?

Y seria o tempo médio que o colaborador levaria para entregar determinada produção. C1 seria o tempo que ele realmente levou para fazer a primeira entrega. b é o que gera inclinação na curva, sendo o correspondente ao percentual de aprendizado do colaborador, variando entre -1 a 0. Assim, para colaboradores que aprendem com maior velocidade, utiliza-se o -1. Para os que que não apresentam aprendizado algum, o 0.

A representação deste cálculo em uma matriz gera a curva de aprendizado final do colaborador. Observamos no entanto que, de acordo com o objetivo de cada cálculo, a equação pode ser alterada.

Vantagens e desvantagens da curva de aprendizagem

A curva de aprendizagem, além da sua capacidade de ser aplicada de modo flexível, apresenta alguns benefícios, como por exemplo a viabilidade de antecipar o desempenho dos colaborares e/ou estudantes. Sabendo disso, os gestores/professores, dentro desta análise, conseguem entender o que pode ser modificado na intenção de auxiliar o aprendizado inicial e o que deve permanecer para ajudar a engajar o conhecimento de modo gradativo.

Quando os colaboradores descobrem-se capazes de entender o próprio desempenho dentro da curva de aprendizagem, passam a atuar com maior discernimento acerca do processo de conhecimento, esteja ele em um momento

que possa parecer difícil ou não. A noção de que todo o processo é contínuo ajuda na manutenção do engajamento.

Todavia, como em todo processo, existem as desvantagens. Devemos observar, por exemplo, que nem todas as pessoas vivem o mesmo processo individual de aprendizagem, seja por fatores externos ou internos. Sendo assim, a curva não poderá ser considerada de modo íntegro quanto ao processo de conhecimento daquele colaborador/estudante, dadas as variáveis existentes.

Vantagens e desvantagens da curva de aprendizagem

Pelo mesmo motivo acima, a curva poderá ser voltada para o entendimento de quais são esses fatores que interferem no aprendizado, analisando os pontos de contribuição e os pontos a serem descartados.

Como acelerar o processo de aprendizado dos colaboradores na empresa?

A seguir, separamos algumas dicas de como acelerar a curva de aprendizagem, explicando como isso pode ajudar as empresas.

Como acelerar o processo de aprendizado dos colaboradores na empresa?

Investir/aprimorar no onboarding

Onboarding é o termo que define o processo de integração de um novo colaborador a uma empresa. Quanto mais tempo o profissional levar para aprender uma nova função, maior será o gasto da empresa com ele. Nesse período de adaptação, o colaborador ainda não atingiu os resultados esperados. O papel do onboarding é inserir o novo colaborador numa rotina organizacional, ajudando-o a assimilar a cultura da corporação. Esse acolhimento tende a acelerar os processos de adequação e redução da curva de aprendizagem.

Investir em treinamentos

Ministrar treinamentos é garantia de crescimento e fortalecimento para uma empresa. Todavia, estes treinamentos devem ser conduzidos e avaliados, utilizando-se de indicadores específicos na identificação de pontos a serem aperfeiçoados. Através de colaboradores que estejam efetivamente participando da capacitação, a empresa consegue estabelecer um canal de trocas efetivo e essencial de contribuição.

Implementar mentoria/ estratégia de mentoring

Ocorre quando um colaborador que já é experiente em determinada área se torna o profissional responsável pelo auxílio do novo contratado na adaptação de suas atividades. A missão do colaborador experiente é acelerar o processo de aprendizagem, ajudando a reduzir a curva do conhecimento.

A estratégia de mentoria tem como base o compartilhamento de aprendizados, onde geralmente o mentor se responsabiliza por até dois profissionais — suas habilidades devem, necessariamente, ser compatíveis com as necessidades daqueles a serem treinados. O colaborador facilitador deve ocupar uma posição através da qual seja possível identificar o que a organização precisa e criar uma trajetória capaz de estimular e desenvolver aqueles que dele dependem para serem capacitados.

Fazer análise SWOT

Em inglês, a sigla SWOT significa Forças, Fraquezas, Oportunidade e Ameaças. Esse tipo de análise vem ganhando cada vez mais espaço no meio organizacional, por conta da sua capacidade de desmembrar com clareza os pontos fracos e fortes dos colaboradores de uma corporação. Os dados absorvidos através da metodologia SWOT servem como base na tomada de decisão sobre maneiras de potencializar resultados dos novos contratados e quais os pontos que merecem maior foco de aprendizagem.

Aplicar gamificação

Na gamificação, a intenção é tornar os processos de T&D mais atraentes utilizando-se de mecanismos comuns a jogos. Pode-se aplicar, por exemplo, etapas como desafio, níveis de dificuldade, recompensas etc. Nesse tipo de treinamento, existe motivação do colaborador quanto à superação e preparação para eventualidades, fazendo com que todo o trabalho se torne mais atrativo e eficaz.

Analisar as necessidades individuais

Não se pode criar caminhos de aprendizagem para um colaborador sem estudar sua individualidade. O ideal é que o profissional seja recepcionado considerando-se das potencialidades pontuais a serem desenvolvidas. Após o mapeamento dessas necessidades individuais, o treinamento abordado é inserido da melhor maneira dentro de cada cenário, alinhando-se às demandas identificadas.

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