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Estilos de aprendizagem: conheça as teorias VARK e de Kolb

 Por: |  Publicado em 18/11/2021 |  Atualizado em 19/11/2021 |  Tempo de leitura 5 minutos

Estilos de aprendizagem

Atualmente, após diversos estudos realizados no âmbito educacional é evidente a diferença de aprendizagem de cada sujeito. Os estudantes ou colaboradores em treinamentos assimilam as informações de forma diferente e também tendem a se interessar mais por algum assunto quando se é abordado de uma determinada forma.

Por exemplo, ensinar geometria para adolescentes apenas com fórmulas e cálculos matemáticos sem uma parte visual, normalmente, costuma ser muito mais dificultoso, pois nem todos ali presentes possuem a capacidade de imaginar a figura e relacionar com as fórmulas apresentadas. Já quando o professor traz imagens, objetos palpáveis e incentiva a curiosidade, o estudante se interessa mais e aprende de forma mais fácil.

No mercado de trabalho isso não é diferente, as empresas que implantam uma educação corporativa ou um setor de treinamento & desenvolvimento tem que compreender as divergências nos estilos de aprendizagem que cada colaborador possui. Sendo isto, um dos maiores desafios para a eficácia de um programa, pois é preciso de uma atenção dobrada quanto ao desempenho de cada um.

O que são estilos de aprendizagem?

Estilos de aprendizagem são as formas diferenciadas que cada indivíduo tende a aprender sobre um determinado assunto ou prática. O processo de aprendizagem já foi comprovado, através de diversos estudos, que é individual e único. Cada um possui desafios diferentes e apresentam facilidades diferentes dos demais.

Sendo isto, então, os estilos de aprendizagem, ou seja, teorias que explicam um determinado modo de aplicar um conteúdo acerca de determinados perfis. Entender e buscar se atualizar nas variadas formas de aprendizagem é de suma importância para que haja uma possibilidade de adaptação maior, mesmo que esta valha apenas para um estudante, ou um colaborador, uma diversidade de metodologias deve ser explorada.

Quais são os estilos de aprendizagem?

Neste post iremos trabalhar com dois estilos principais de aprendizagem e explicaremos o que diz sua teoria e quais são as pessoas enquadradas nestes determinados estilos. Lembrando que não é regra possuir apenas um estilo, há diversas pessoas que possuem facilidade em migrar de estilo quando se é necessário. Assim, as teorias dos estilos de aprendizagem que iremos explorar são: Teoria VARK, e teoria de KOLB.

Teoria Vark

Esta teoria criada pelos pesquisadores Neil Fleming e Charles Bonwell, esta se dá pela divisão dos estilos de aprendizagem em 4 tipos diferentes: visual, auditivo, leitura e escrita e, por último, o cinestésico.

  • Visual: Neste estilo se enquadram as pessoas que apresentam uma maior facilidade de aprendizagem quando a forma abordada possui características visuais, ou seja, que utiliza gráficos, imagens, tabelas, mapas mentais e etc.

Numa empresa, por exemplo, ver sobre o desempenho dos funcionários ou sobre a produtividade individual em um gráfico faz muito mais sentido quando é apresentado um relatório. Pois para uma pessoa visual, ver e assimilar as informações contidas nas ilustrações fazem muito mais sentido e são absorvidas muito mais rapidamente.

  • Auditivo: Para quem se encaixa na categoria auditiva, ouvir músicas, podcasts, aulas expositivas e palestras, são meios muito mais interessantes e de fácil absorção de conteúdo do que um livro ou artigo, por exemplo.

Levando para o lado corporativo, entender as partes que se encaixam em cada categoria e levar um leque de opções para os centros de educação é de extrema importância. Pois além de ajudar significativamente no desempenho do colaborador, a preocupação com ele tende a acionar um sentimento de participação e integridade.

  • Leitura e escrita: Esta categoria muitas vezes é inserida na parte visual, mas se diferencia por alguns aspectos. Quem se identifica mais com a leitura e escrita, normalmente, apresentam maior capacidade de entender sobre um assunto com livros, artigos, revistas e resumos.

Possuem destreza para exporem suas ideias em redações e outros tipos textuais. Logo, um relatório empresarial se torna muito mais compreensível do que uma tabela cheia de números e informações.

  • Cinestésico: Aqueles que possuem facilidade de aprender na prática são os que se encaixam no estilo cinestésico. Para eles é necessário um estímulo diferente, seja uma demonstração prática ou qualquer outro envolvimento que permita o mínimo de experiência na atividade.

Para os recém contratados é muito importante analisar a forma de aprendizagem de cada um e entender quais são as necessidades que um determinado estilo possui.

Teoria de Kolb

Esta teoria, desenvolvida por David Kolb, refere-se à ideia dos adultos possuírem estilos diferenciados de aprendizagem, visto que o processo é relacionado com suas experiências prévias e percepções sobre os assuntos e atividades exploradas. São quatro divisões:

  • Adaptadores ou acomodadores: Pessoas características desse estilo são aquelas que não possuem medo do risco, pois para elas o importante do processo é tentar, sem focar na preocupação dos erros do iniciante. Isto é, aprendem mais com a prática e com a experiência adquirida nas tentativas.
  •  Assimiladores: Este estilo possui um caráter mais analítico, procurando o aprendizado de forma mais abstrata a partir de textos, dados e outros meio de informação. Fugindo mais do lado prático e partindo para um âmbito mais lógico e racional, necessitando de mais tempo para absorver as informações com êxito.
  • Divergentes: Colaboradores de uma empresa que possuem o estilo divergente, por exemplo, tendem a serem criativos e possuem diversas ideias e perspectivas diferenciadas dos demais. Aprendem com mais facilidade quando são expostos a sensações e experiências emocionais. Numa organização, normalmente são vistas mais nas áreas de criação de projetos e não necessariamente nas suas aplicações.        
  • Convergentes: Estes por sua vez, possuem mais facilidade de aplicar projetos e colocar em prática as atividades. Nem sempre possuem muita habilidade de decisão quando se há muitas opções, porém possuem grande capacidade de liderança. Aprendem mais facilmente quando podem refletir sobre um determinado assunto e agir sobre ele. Por exemplo, numa situação problema que o convergente pode atuar para solucionar.

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