Estilos de aprendizagem: conheça os diferentes modelos e teorias

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Estilos de aprendizagem

Atualmente, após diversos estudos realizados no âmbito educacional, é evidente a diferença de aprendizagem de cada sujeito. Os estudantes ou colaboradores em treinamentos assimilam as informações de forma diferente e também tendem a se interessar mais por algum assunto quando se é abordado de uma determinada forma.

Por exemplo, ensinar geometria para adolescentes apenas com fórmulas e cálculos matemáticos sem uma parte visual, normalmente, costuma ser muito mais dificultoso, pois nem todos ali presentes possuem a capacidade de imaginar a figura e relacionar com as fórmulas apresentadas. Já quando o professor traz imagens, objetos palpáveis e incentiva a curiosidade, o estudante se interessa mais e aprende de forma mais fácil.

No mercado de trabalho isso não é diferente, as empresas que implantam uma educação corporativa ou um setor de treinamento & desenvolvimento tem que compreender as divergências nos estilos de aprendizagem que cada colaborador possui. Este é um dos maiores desafios para a eficácia de um programa, pois é preciso atenção redobrada quanto ao desempenho de cada um.

O que são estilos de aprendizagem?

Estilos de aprendizagem podem ser definidos como as formas diferenciadas que cada indivíduo tende a aprender sobre um determinado assunto ou prática. Já foi comprovado através de diversos estudos que o processo de aprendizagem é individual e único. Cada um possui desafios diferentes e apresentam facilidades diferentes dos demais.

O que são estilos de aprendizagem?

Então o que significam as teorias dos estilos de aprendizagem? São teorias que explicam um determinado modo de aplicar um conteúdo acerca de determinados perfis. Entender e buscar se atualizar nas variadas formas de aprendizagem é de suma importância para que haja uma possibilidade de adaptação maior. Mesmo que esta valha apenas para um estudante ou um colaborador, existe uma diversidade de metodologias que devem ser exploradas.

Quais são os estilos de aprendizagem?

São vários os tipos de aprendizagem. Todavia, a seguir explanaremos algumas das principais teorias acerca dessa temática. Lembrando que não é regra possuir apenas um estilo, há diversas pessoas que possuem facilidade em migrar de estilos de aprendizagem quando se é necessário.

Teoria Vark

Esta teoria, também conhecida como modelo VARK, foi criada pelos pesquisadores Neil Fleming e Charles Bonwell e divide o aprendizado em 4 estilos de aprendizagem. Quais são? Visual,: visual, auditivo, leitura e escrita e, por último, o sinestésico.

Quais são os estilos de aprendizagem?Teoria Vark

Visual

Numa empresa, por exemplo, ver sobre o desempenho dos funcionários ou sobre a produtividade individual em um gráfico faz muito mais sentido quando é apresentado um relatório. Dentre os estilos de aprendizagem, na aprendizagem visual, é importante que a pessoa veja, pois apenas assim conseguirá assimilar as informações contidas nas ilustrações. Para ela fará muito mais sentido, pois o conhecimento é absorvido muito mais rapidamente.

Levando para o lado corporativo, entender as partes que se encaixam em cada categoria e levar um leque de opções para os centros de educação é de extrema importância, pois além de ajudar significativamente no desempenho do colaborador, a preocupação com ele tende a acionar um sentimento de participação e integridade.

Leitura e escrita

Esta categoria dos estilos de aprendizagem muitas vezes é inserida na parte visual, mas se diferencia por alguns aspectos. Quem se identifica mais com a leitura e escrita, normalmente, apresenta maior capacidade de entender sobre um assunto com livros, artigos, revistas e resumos.

Os indivíduos possuem destreza para expor suas ideias em redações e outros tipos textuais. Logo, um relatório empresarial se torna muito mais compreensível do que uma tabela cheia de números e informações.

Sinestésico

Aqueles que possuem facilidade de aprender na prática são os que se encaixam no estilo sinestésico. Para eles é necessário um estímulo diferente, seja uma demonstração prática ou qualquer outro envolvimento que permita o mínimo de experiência na atividade.

Para os recém contratados é muito importante analisar os estilos de aprendizagem de cada um e entender quais são as necessidades que um determinado estilo possui.

Auditivo

Para quem se encaixa na categoria auditiva, ouvir músicas, podcasts, aulas expositivas e palestras, são meios muito mais interessantes e de fácil absorção de conteúdo do que um livro ou artigo, por exemplo.

Teoria de Kolb

Esta teoria, desenvolvida por David Kolb, refere-se à ideia de os adultos possuírem estilos diferenciados de aprendizagem, visto que o processo é relacionado com suas experiências prévias e percepções sobre os assuntos e atividades exploradas.

A teoria dos estilos de aprendizagem de Kolb pode ser dividida em 4 estágios:

Experiência concreta

O aprendizado se dá fundamentado nos sentimentos, nas vivências do estudante. Preferem envolver-se na prática a teorizar. Esse tipo de indivíduo lida melhor com as trocas realizadas entre estudantes do que entre estudante e professores.

Conceituação abstrata: o aprendizado acontece focado no raciocínio. O estudante adepto a esse estilo de aprendizagem valoriza a teoria e as imagens, preferindo trocas impessoais e informações coletadas estruturadamente.

Observação reflexiva

O estudante desenvolve o aprendizado observando e avaliando o objeto fonte da observação. Aprendem assistindo aula, por exemplo, especialmente por serem geralmente pessoas tímidas e reflexivas.

Experimentação ativa

Aqui o estudante preza pela prática, através da participação ativa, de exercícios e debates em equipe, dispensando a necessidade de assistir aulas, por exemplo, sendo geralmente pessoas extrovertidas.

Além do ciclo de aprendizagem acima, Kolb também explana outros 4 estilos de aprendizagem, quais sejam:

Quais são os estilos de aprendizagem?Teoria de Kolb
  • Adaptadores ou acomodadores: Pessoas características desse estilo são aquelas que não possuem medo do risco, pois para elas o importante do processo é tentar, sem focar na preocupação dos erros do iniciante. Isto é, aprendem mais com a prática e com a experiência adquirida nas tentativas.
  •  Assimiladores: Este estilo possui um caráter mais analítico, procurando o aprendizado de forma mais abstrata a partir de textos, dados e outros meio de informação, fugindo mais do lado prático e partindo para um âmbito mais lógico e racional, necessitando de mais tempo para absorver as informações com êxito.
  • Divergentes: Colaboradores que possuem o estilo divergente, tendem a ser criativos e demonstrar diversas ideias e perspectivas diferenciadas dos demais. Aprendem com mais facilidade quando são expostos a sensações e experiências emocionais. Numa organização, normalmente são vistas mais nas áreas de criação de projetos e não necessariamente nas suas aplicações.        
  • Convergentes: Estes, por sua vez, possuem mais facilidade de aplicar projetos e colocar em prática as atividades. Nem sempre possuem muita habilidade de decisão quando há muitas opções, mas possuem grande capacidade de liderança. Aprendem mais facilmente quando podem refletir sobre um determinado assunto e agir sobre ele.

Teoria de Gregorc

Para Gregorc, os estilos de aprendizagem têm a ver com a maneira como as pessoas se comportam, como suas mentes funcionam combinadas às suas habilidades e percepções diante da vida social.

Segundo o autor, cada indivíduo carrega uma conexão com um dos estilos de aprendizagem especificamente. Com o passar do tempo, esse aprendizado acontece ou por meio de vivências concretas (onde o conhecimento é assimilado através dos cinco sentidos – visão, tato, olfato, paladar e audição) ou por meio de vivências abstratas (intuição, intelecto e imaginação), variando conforme a idade da pessoa e a questão a ser resolvida.

Essas duas vivências entregam quatro estilos de aprendizagem, que de acordo com Gregorc são assim classificados:

Sequencial Concreto

Os indivíduos desse estilo enxergam o aprendizado em uma sequência coerente e detalhada, analisando tudo por etapas e pontuando os começos e os finais de cada foco do conhecimento. As informações são avaliadas com concretude, onde os conceitos são verificados de acordo com os sentidos.

Sequencial Abstrato

Aqui as pessoas têm o aprendizado voltado para o sentido lógico. O estudante necessita da confirmação das informações, baseadas sempre na análise lógica e conceitual do processo de ensino/aprendizagem.

Aleatório Abstrato

Estudantes que apresentam esses estilos de aprendizagem são geralmente criativos, têm facilidade de expressar-se e socializar, apresentando a capacidade de assimilar as informações de modo bastante abrangente. Suas confirmações se dão adotando como base aquilo que já foi vivenciado internamente.

Aleatório Concreto

Esse é um dos estilos de aprendizagem adotados por pessoas que aprendem através da técnica erro e acerto, intuitivamente. São aqueles estudantes que investigam e atuam na resolução de problemas.

Teoria de Felder e Silverman

Criada em 1988, esta teoria projeta o modo como o estudante aceita assimilar e conduzir o aprendizado. Através desta teoria, foi criado o Questionário do Índice dos Estilos de Aprendizagem, que categoriza os estudantes em quatro escalas:

Ativos ou reflexivos: ativos quando preferem trabalhar em equipe e reflexivos quando preferem trabalhar sozinho, ou com no máximo duas outras pessoas.

Sensitivos ou intuitivos: sensitivos quando são mais práticos, atentos ao que de fato aconteceu e quais foram as etapas que levaram ao acontecimento e intuitivos quando conceituam de modo inovador, teórico.

Visuais ou verbais: visuais quando é necessário o contato com imagens, gráficos e demais representações do tipo e verbais quando é valorizada a escrita e comentários.

Sequenciais ou globais: sequenciais quando o aprendizado segue uma linearidade e globais quando o aprendizado é mais holístico e abrangente.

Teoria de Dunn e Dunn

O modelo proposto pelos estilos de aprendizagem de Dunn e Dunn demonstra que os estudantes assimilam o conhecimento de acordo com o ambiente, as emoções e também os aspectos sociais, físicos e psicológicos. Essas categorias são agrupadas de acordo com a forma como cada uma afeta a aprendizagem.

Segundo Dunn e Dunn, o estilo de aprendizagem pode ser qualificado de acordo com cinco estímulos:

Estímulos ambientais

Durante o aprendizado, os estudantes respondem a diversos estímulos ambientais. Por exemplo, enquanto alguns preferem lugares com pouca iluminação, outros preferem lugares mais iluminados. Enquanto alguns preferem estudar com música, outros precisam de silêncio, enquanto alguns preferem lugares com mais formalidade, outros preferem ambientes informais etc.

Estímulos emocionais

Quando o estudante recebe motivação, consegue exercer uma boa performance nos estudos, ainda que em situações adversas. Mas quando são desmotivados, as tarefas precisam entregar estímulo, além de necessitarem de supervisão.

Estímulos sociais

A depender do estudante, podem escolher aprender sozinhos, em equipe ou com algum guia de autoridade. Nesses casos, o estudante consegue se adaptar a qualquer uma das opções citadas.

Estímulos físicos

Ocorrem quando o estudante faz preferências do tipo estudar apenas com textos ao invés de utilizar imagens; estudar de manhã ao invés de estudar de noite; estudar se movimentando ou estudar sentado etc.

Estímulos psicológicos

Estudantes que preferem analisar, gostam de informações lógicas e seguindo etapas. Estudantes globais, preferem assimilar estruturas amplas antes de focar nas características individuais.

O melhor dos estilos de aprendizagem é aprender

Seja qual for o método escolhido entre os estilos de aprendizagem, sempre haverá aquele que se adequa aos seus projetos de treinamento e desenvolvimento, é bom observar que cada um apresenta vantagens e desvantagens. Todavia, nenhum deles determina as evoluções ou retrocessos nas atividades do seu colaborador. O foco é reconhecer qual melhor se adapta às necessidades de aprendizado de cada pessoa e investir nesse método de aprendizagem para evolução conjunta da empresa.

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