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Metodologia 6Ds na Educação Corporativa: o que é e como aplicar

A metodologia 6Ds é um dos métodos voltados para gestão de projetos que podem ser aplicados no treinamento e desenvolvimento de colaboradores, com resultados eficazes para sua corporação. Quando falamos em educação empresarial, a certificação 6Ds pode ser uma das medidas adotadas na busca de elevar o padrão de qualidade de uma equipe.

Metodologia 6Ds na Educação Corporativa: o que é e como aplicar

Muitas iniciativas de treinamento falham não porque o conteúdo é ruim, mas porque a aprendizagem não chega a se transformar em comportamento, rotina e resultado.

É exatamente esse ponto que a metodologia 6Ds ajuda a enfrentar. Em vez de tratar treinamento como evento isolado, ela amplia o olhar para toda a jornada que leva do aprendizado à aplicação no trabalho.

Neste artigo, você vai entender:

  • o que é a metodologia 6Ds;
  • por que ela é útil para T&D corporativo;
  • como aplicar esse modelo na prática;
  • quais erros evitar;
  • como tecnologia e gestão ajudam na execução.

O que é a metodologia 6Ds

A seguir, explicaremos mais sobre esta metodologia e como aplicá-la.

A metodologia 6Ds é um modelo voltado à transferência da aprendizagem para o contexto real de trabalho. Seu princípio central é simples: o valor do treinamento não está apenas em oferecer conteúdo, mas em gerar aplicação e impacto.

Ela propõe uma visão mais completa da jornada de aprendizagem, considerando o que acontece:

  • antes do treinamento;
  • durante a experiência;
  • depois da formação.

Esse olhar é especialmente relevante para áreas de T&D que precisam justificar investimento, aumentar efetividade e aproximar capacitação dos objetivos do negócio.

Por que a metodologia 6Ds faz sentido para o T&D corporativo

A Metodologia 6Ds é uma experiência de aprendizagem que atua como forma de desenvolvimento pessoal e profissional do colaborador. Consiste em um conjunto de seis disciplinas práticas que auxiliam em mudanças comportamentais prósperas para a corporação; motivação no trabalho ; descoberta de novas habilidades; rotinas que facilitem a aprendizagem nos programas de treinamento e, consequentemente, melhor alcance das metas empresariais.

Em muitas empresas, o treinamento termina quando a pessoa conclui o curso. Só que o resultado esperado começa justamente depois disso.

Sem reforço, prática, acompanhamento e contexto, é comum ver:

  • baixo uso do que foi aprendido;
  • esquecimento rápido;
  • dificuldade de medir impacto;
  • treinamentos desconectados da operação.

A metodologia 6Ds ajuda a combater esse cenário porque obriga a equipe de T&D a pensar a aprendizagem como um sistema, e não como uma entrega pontual.

O que os 6Ds procuram garantir

Através dessa metodologia, a educação transforma-se em resultado efetivo para o ambiente organizacional, com uma série de passos estratégicos para capacitação. Os/as seis passos/disciplinas são:

Independentemente da nomenclatura detalhada de cada etapa, a lógica da metodologia gira em torno de alguns princípios que fazem toda diferença:

  • alinhar aprendizagem com objetivos claros;
  • desenhar experiências relevantes;
  • criar condições para a aplicação;
  • sustentar o aprendizado após o treinamento;
  • acompanhar evidências de transferência e resultado.

Isso muda a conversa do T&D. Em vez de medir só presença e conclusão, a área passa a olhar para valor gerado.

Como aplicar a metodologia 6Ds na prática

A metodologia foi desenvolvida por três pesquisadores: Calhoun Wick, Andrew Jefferson e Roy Pollock. O intuito era auxiliar na evolução dos programas de T&D organizacionais, fazendo com que os responsáveis pelo RH e gestão de pessoas entregassem um trabalho cada vez mais fluido.

1. Comece pelo problema de negócio

Dessa pesquisa, resultou o livro “ 6Ds: as seis disciplinas que transformam educação em resultados para o negócio ”, explicando como funciona o método por eles criado e a desenvolver programa de treinamento com as 6Ds auxiliando na obtenção de melhores resultados.

Antes de pensar em conteúdo, é preciso responder:

  • que problema esse treinamento quer resolver?
  • qual comportamento precisa mudar?
  • qual resultado a empresa espera?

Sem isso, o treinamento tende a nascer genérico.

2. Defina o que precisa ser aplicado no trabalho

Nesta etapa, deve-se decidir o melhor resultado de aprendizagem encontrado para vincular ao treinamento das equipes, trabalho este que deve ser executado pelos profissionais de Recursos Humanos, incentivando o colaborador a elaborar uma performance de abordagem efetiva para a empresa. Deve ser feita a pergunta: quais resultados o treinamento deve atingir? Em seguida, concentra-se nas necessidades a serem sanadas; o que precisa melhorar no desempenho; quais as estratégias fundamentais para que a educação corporativa seja eficaz etc.

Nem todo conhecimento precisa ser memorável. O foco deve estar no que realmente precisa aparecer na prática da função.

3. Desenhe a jornada e não só a aula

Colaboradores com bom desempenho aumentam o nível da empresa e auxiliam na manutenção de sua competitividade no mercado, daí a necessidade de haver constante investimento em T&D. E para que a aprendizagem seja permanente, o comprometimento das lideranças de equipes é fundamental, uma vez que os colaboradores precisam sempre ser encorajados — antes, durante e após os treinamentos.

Uma boa aplicação da metodologia considera:

  • preparação antes da formação;
  • experiência principal de aprendizagem;
  • reforço posterior;
  • estímulos de aplicação;
  • acompanhamento.

4. Distribua a aprendizagem no tempo

O retorno do treinamento poderá ser avaliado posteriormente, depois da análise de valores do investimento. Nesta etapa, os resultados concretos são a meta principal. O colaborador deve enxergar no processo todos os retornos que aquele estudo trará para a sua função, especialmente na execução de tarefas da sua rotina, impactando positivamente a produção geral no ambiente organizacional.

Treinamentos muito concentrados nem sempre geram a melhor retenção. Em muitos contextos, faz mais sentido distribuir aprendizagem em etapas, com reforços e ativações ao longo da rotina.

5. Crie mecanismos de reforço

Em resumo, podemos concluir que a disciplina 1:

Sem reforço, boa parte do conteúdo se perde. É aqui que entram:

  • pílulas de conhecimento;
  • trilhas;
  • revisitas curtas;
  • check-ins;
  • conteúdos de apoio.

6. Acompanhe indicadores que façam sentido

Nesta disciplina pode-se observar que o treinamento não é algo pontual, com horário de início e fim determinados, e sim um processo complexo e completo, com etapas que acontecem antes, durante e depois da aprendizagem. Estas etapas são:

Para aplicar os 6Ds com maturidade, a empresa precisa ir além de métricas superficiais. Vale observar:

  • engajamento;
  • conclusão;
  • recorrência de acesso;
  • evolução de públicos;
  • sinais de aplicação;
  • indicadores ligados ao objetivo do programa.

Erros comuns ao tentar usar os 6Ds

Quanto à disciplina 2, conclui-se que um curso de metodologia 6Ds:

Alguns erros enfraquecem o modelo:

  • tratar os 6Ds como checklist teórico;
  • manter o foco apenas no curso;
  • ignorar o papel da liderança e da rotina;
  • não criar reforço pós-treinamento;
  • medir apenas conclusão.

Onde a tecnologia entra nessa equação

É fundamental nesta fase que os colaboradores participantes do treinamento consigam aplicar o conhecimento obtido, na prática laborativa do seu cotidiano, sendo capazes de visualizar com clareza os benefícios estratégicos.

Aplicar a metodologia 6Ds com consistência exige mais do que um bom desenho instrucional. Também exige capacidade de organizar públicos, distribuir conteúdos, acompanhar jornadas e gerar visibilidade.

É por isso que plataforma e arquitetura de aprendizagem importam tanto. Em operações maiores, fazer isso manualmente tende a gerar perda de controle.

Se sua empresa está tentando evoluir nessa direção, vale aprofundar:

Quando a metodologia 6Ds tende a gerar mais valor

Através dá prática, o que foi aplicado consegue ser melhor fixado na memória, motivo pelo qual são criadas ações para que os colaboradores efetivamente utilizem o aprendizado somatizado no treinamento e sigam inspirados a elaborar a importância do processo como um todo.

Esse modelo costuma ser especialmente útil em cenários como:

  • programas de desenvolvimento contínuo;
  • onboarding;
  • formação de lideranças;
  • capacitação operacional;
  • trilhas de aprendizagem;
  • ações que exigem mudança comportamental e não só transmissão de informação.

Podemos resumir esta etapa do seguinte modo:

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