Você já ouviu falar na Aprendizagem Baseada em Problemas? Na atualidade, com a percepção de inúmeras formas de aprendizagem que norteiam o processo educacional dentro das instituições de ensino e empresas, criaram-se diferentes metodologias para ampliar a abordagem dos discentes. Uma delas é a metodologia ativa, que abrange uma grande área com muitos outros métodos.
Aprendizagem baseada em problemas na Educação Corporativa
Treinamentos que se limitam à exposição de conteúdo nem sempre geram repertório para a prática. Em muitos contextos, o colaborador precisa aprender a interpretar cenários, tomar decisões, analisar variáveis e agir com mais autonomia.
É por isso que a aprendizagem baseada em problemas ganhou espaço em educação corporativa.
Essa abordagem parte de situações desafiadoras para estimular raciocínio, investigação e aplicação real do conhecimento.
O que é aprendizagem baseada em problemas
Uma delas, criada recentemente, é a aprendizagem baseada em problemas, traduzida do inglês Problem Based Learning (PBL). Nesta estratégia de ensino, o colaborador é o centro do processo. É ele que buscará o conhecimento, transformando o papel do professor que, antes, era de trazer as informações e, agora, é de guiar e mediar o que se precisa saber, ou seja, de professor para tutor/guia. Assim, neste post iremos apresentar a definição desta moderna forma de aprendizagem, explicitando sua aplicabilidade e seus benefícios com foco na educação corporativa. Continue a leitura para entender como ocorre o funcionamento dessa metodologia inovadora.
A aprendizagem baseada em problemas é uma abordagem em que o processo de aprender parte de um desafio concreto, e não apenas da exposição teórica do conteúdo.
Em vez de receber respostas prontas, o participante é levado a:
- analisar uma situação;
- investigar informações;
- formular hipóteses;
- discutir caminhos;
- construir solução.
Na educação corporativa, isso é relevante porque aproxima a aprendizagem da complexidade do trabalho real.
Por que essa metodologia faz sentido nas empresas
O PBL, surgiu no final da década de 1960 em uma faculdade de medicina, devido ao atraso teórico e prático de algumas turmas iniciais. Para conciliar as duas áreas necessárias se foi criado um método que aborda tanto uma situação prática, quanto o conteúdo necessário, o Problem Based Learning. Ou seja, é um processo de aprendizagem que busca o conhecimento a partir de situações problema discutidas em equipe. Nele não é preciso uma base teórica prévia específica, pois é no debate que as informações vão sendo trabalhadas e adquiridas pela arguição.
Em contextos corporativos, nem sempre o maior desafio é transmitir informação. Muitas vezes, é desenvolver capacidade de interpretar, decidir e agir.
A aprendizagem baseada em problemas ajuda justamente nisso, porque:
- estimula pensamento crítico;
- aumenta participação ativa;
- conecta o conteúdo à realidade;
- favorece retenção com aplicação;
- fortalece autonomia.
Em quais situações ela funciona melhor
Portanto, o aprendizado é fruto do debate de um problema, sem soluções corretas, com muito trabalho em grupo. Pois assim, relaciona o conteúdo programático teórico com a parte prática que posteriormente seria trabalhada, facilitando e agilizando o processo, além de interessar muitos que antes eram apenas participantes ouvintes.
Essa abordagem tende a gerar mais valor quando a empresa quer trabalhar:
- tomada de decisão;
- resolução de problemas;
- análise de cenários;
- colaboração;
- liderança;
- desenvolvimento de repertório para situações complexas.
Também pode ser útil em programas de formação mais consultivos, estratégicos ou comportamentais.
Como aplicar aprendizagem baseada em problemas no T&D corporativo
Já com o entendimento do que se trata a aprendizagem baseada em problemas, é preciso entender o seu funcionamento geral, podendo ser aplicado em âmbitos educacionais, universidades corporativas , sendo o último o nosso foco explicativo.
1. Escolha problemas realmente relevantes
Tal método é realizado assim: o colaborador é o centro do processo e a partir da leitura da situação problema e da sua compreensão, ele, juntamente com o resto da sua equipe passam a ser a fonte do conhecimento. Sendo o problema apresentado, na maioria dos casos, uma realidade futura ou possível para que, assim, haja um preparo para a carreira profissional .
O caso ou desafio precisa conversar com a realidade da operação. Quanto mais artificial o problema, menor a potência da metodologia.
2. Defina o que se quer desenvolver
Deste modo, é feito um debate acerca da situação esclarecida e os colaboradores apresentam opiniões e determinam possíveis soluções para a resolução de problemas . Tirando o foco da modalidade expositiva e trazendo a arguição para o ambiente corporativo.
A metodologia não deve ser usada só porque parece mais dinâmica. É preciso deixar claro se o objetivo é desenvolver análise, colaboração, decisão, repertório técnico ou outro tipo de competência.
3. Estruture o papel do facilitador
Com o debate feito, os grupos previamente formados, devem selecionar as melhores soluções para uma apresentação final. Ressaltando novamente, que nesta metodologia não há respostas erradas, toda informação trazida é válida como processo avaliativo sem nota.
O facilitador deixa de ser só transmissor de conteúdo e passa a conduzir o processo de investigação e reflexão.
4. Conecte a experiência à prática
Para sua aplicação dentro de uma empresa é necessário primeiramente entender a realidade corporativa. Quais são seus objetivos e quais são as principais competências que o processo de design instrucional , ou educacional, deve desenvolver.
O ganho real aparece quando o desafio trabalhado ajuda o colaborador a ler melhor situações semelhantes no trabalho.
Erros comuns ao usar essa abordagem
Feito toda essa decisão, é indispensável a presença de um indivíduo qualificado para ser eleito o tutor do processo. Nele, os colaboradores devem participar em grupos formados por pessoas com diferentes habilidades. Visando misturar as informações de diversas áreas de interação e promover o trabalho em equipe intersetorial.
Alguns erros prejudicam bastante a execução:
- escolher problemas genéricos ou irrelevantes;
- usar a metodologia sem clareza de objetivo;
- exagerar na complexidade;
- não criar fechamento com síntese e aplicação;
- ignorar a mediação da experiência.
O papel do design da aprendizagem
Assim, as situações apresentadas são futuros possíveis problemas que os colaboradores podem enfrentar, assim, já tendo um preparo profissional para lidar com adversidades maiores. Além de desenvolver engajamento e pré-disposição para encarar os desafios diários individualmente ou em equipe.
Para essa metodologia funcionar bem, o desenho da experiência importa muito. É preciso pensar:
- contexto;
- progressão;
- mediação;
- materiais de apoio;
- espaço para reflexão;
- conexão com o trabalho.
É por isso que metodologias ativas exigem mais do que boa intenção. Elas exigem estrutura.
Tecnologia pode apoiar esse tipo de metodologia?
Com a independência e o foco do aprendizado inteiramente no colaborador, existem muitos benefícios na sua aplicação dentro de uma empresa que podem ser melhorados. Desde a produtividade, como também o entrosamento entre os integrantes. Alguns dos benefícios trazidos pela Aprendizagem Baseada em Problemas, são:
Sim, principalmente quando a empresa quer:
- organizar jornadas;
- distribuir materiais de apoio;
- registrar etapas da experiência;
- acompanhar engajamento;
- integrar a metodologia a programas maiores.
Sozinha, a tecnologia não resolve o design. Mas ela ajuda a sustentar escala, organização e visibilidade.
Se quiser aprofundar esse contexto, vale ver:
- Metodologias ativas de aprendizagem para Educação Corporativa
- Design Instrucional na Educação 4.0
- Konquest
Quando vale considerar essa abordagem
Com o ensino voltado ao colaborador da empresa, há o desenvolvimento de competências que possibilitam mais autonomia na experiência de aprendizagem. Tanto no momento de aprendizagem, quanto nas atividades práticas exercidas no ambiente de trabalho.
A aprendizagem baseada em problemas pode ser especialmente valiosa quando:
- o tema exige análise e não só memorização;
- o público já tem alguma bagagem;
- a empresa quer trabalhar competências complexas;
- o objetivo é aproximar aprendizagem de situações reais.
Na aplicação do PBL, é necessário a formação de equipes para a realização dos debates, e esse entrosamento no momento de discussão do assunto aumenta significativamente o engajamento do trabalho em grupo.